Pelo amor de São Sebastião me devolvam minhas marquises! Era lá que gostava de me abrigar da chuva, e conversar fiado encostado às paredes dos prédios. Pelo amor de São Sebastião, ponham abaixo as grades das micro penitenciarias em que nos fecharam, e me devolvam as calçadas que todos estabelecimentos comerciais andam desordenadamente colocando um deck com mesinhas do lado de fora de manhã, umas plantas a tarde para evitar o assédio indesejado, uma varanda a noite, que delicia e tem tudo a ver com o espírito da cidade!, e um belo dia, quando amanhece, milagre!, eis o espaço publico fechado com vidros e ar condicionado roubando acintosamente nosso bem publico, sem a menor preocupação estética, numa jogada suja e traiçoeira. Pelo amor de São Sebastião alguém precisa olhar por nós.




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