Blog do Wotzik


21/01/2012


Tem um sujeito que trabalha todos os dias da semana.

 

Trabalha.

 

Trabalha ali no sinal pedindo esmolas numa cadeira de rodas.

 

Todos os dias. Não falta um. Das seis as seis.

 

Chega ainda com o dia escuro pega sua cadeira no prédio da esquina

 

e quando começa a escurecer se levanta e a coloca de volta no lugar.

 

 

Escrito por wotzik às 12h41
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05/01/2012


RIO DE JANEIRO

 

Nunca vi tantos guardas nas ruas do Rio de Janeiro. E sempre juntos. Nas esquinas, nas praças, nas praias, no trânsito, nos pés e nos topos dos morros. Estão sempre em grupos. Haja assunto. Onde será que eles estavam dois meses atrás? Trabalhavam aonde? No trafico? Mas o trafico acabou, então foram todos pra casa mudaram de roupa e se apresentaram no quartel. O salário é menor mas pelo menos paga as conta. Eu proponho que se faça urgente um teste do Inmetro no policial brasileiro antes que nos aconteça alguma tragédia anunciada. Dá uma olhada no shape.

 

 

Escrito por wotzik às 00h31
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31/12/2011


2012

QUERIDOS AMIGOS:TENHAM SEMPRE UM ANO NOVO! MAIS SAÚDE PARA TODOS! QUE CUMPRAM-SE OS VOTOS DE ESQUILO: "VIDA LONGA E VARIADA." UM BEIJO. EDUARDO WOTZIK

Escrito por wotzik às 18h31
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22/12/2011


FELIZ NATAL

UM DIA DESCOBRI QUE TINHA AMIGOS PERFEITOS PARA IR À FESTA, AMIGOS PERFEITOS PARA QUANDO ESTAVA TRISTE, AMIGOS PARA IR À PRAIA, PARA QUANDO ESTAVA ALEGRE, PERFEITOS PARA IR AO TEATRO. TINHA AMIGOS QUE ERAM PERFEITOS PARA IR AO CINEMA, PARA FALAR NO TELEFONE, OUTROS, PERFEITOS PARA LEMBRAR MEU ANIVERSÁRIO E NÃO FALTAR DE JEITO NENHUM. AMIGOS PERFEITOS PARA SAIR PRA JANTAR, PARA SAIR EM CASAIS, PERFEITOS PARA UM CHOPP, PARA UM UÍSQUE, PARA FUMAR UM, PARA SE DROGAR ATÉ CAIR. E TINHA OS AMIGOS DE FRESCOBOL, OS DO VÔLEI, AMIGOS PARA ENCONTRAR NA ESQUINA E TE INFORMAR ONDE COMPRAR CIGARRO NO FERIADO, AMIGOS PERFEITOS PARA O TRABALHO, PARA VIAJAR, E AMIGOS PERFEITOS PARA SE ENCONTRAR E FALAR MAL DE TODOS OS OUTROS AMIGOS. E QUE HAVIA DE TER MUITA HABILIDADE PARA NÃO MISTURÁ-LOS, QUE ELES SÃO COMO AZEITE NA ÁGUA. E NÃO ADIANTA CHAMAR UM “AMIGO PERFEITO PARA DIAS TRISTES” QUANDO SE ESTÁ ALEGRE QUE ELE NÃO ATENDE, E NÃO ADIANTA COBRAR DO “AMIGO PERFEITO PARA IR A PRAIA”, QUE ELE NÃO FOI NEM LIGOU NO SEU ANIVERSÁRIO. AMIGOS SÃO PERFEITOS ONDE PODEM SER MAIS AMIGOS.

Escrito por wotzik às 15h42
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Bem.

Como todo ano é igual, como nada muda,

deixo novamente aqui a pergunta que faço há anos sem obter resposta:

Se a Missa é do Galo por que matam o Peru?

Por que quem morre é o Peru e a Missa é do Galo?

Ô Natal injusto!

Escrito por wotzik às 09h29
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21/12/2011


 

Eu não gosto de cinema, não gosto. Nem de televisão, detesto. O que eu posso fazer? Me irrita, aquele barulhinho na sala o dia inteiro. E transar? Não gosto. Quer ver outra coisa que não gosto: de praia, areia, água salgada, onda, aquela gente berrando. E mato, também não. Rio, mosquito, aquele barulho de cigarra, passarinho, não consigo dormir. Nem de chocolate, eu gosto. Me deixa mole. Dá azia. Não gosto. De futebol. Acho chato. Enjoativo aquela bola correndo de um lado pro outro não vejo graça. De artista não posso nem ver, acho falso. Deus me livre, não gosto, de pai, mãe, tio, tia, família, avô, avó, putaquiupariu. E escola? Colégio? Raiz quadrada? Estudar? Odeio. Nem de ir pra encontrar os amigos, não gosto. De criança. Berrando. Dia de sol. Chuva. Mormaço pior ainda. Garoa que irritante.  Não adianta que eu não gosto de pizza, coca-cola, sorvete, nunca gostei. Beijar na boca, que nojo, não agüento, dá trabalho tem que conhecer, paquerar, sair, seduzir, não gosto. De ler? De chopp, drogas, musica, odeio. E pra terminar com essa chatice, vão tomar no cu, que de mim também não gosto, e de vocês menos ainda. 

DO LIVRO ESTILHAÇOS - A VENDA NAS LIVRARIAS DA TRAVESSA

 

 

 

Escrito por wotzik às 16h14
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18/12/2011


As pessoas precisam parar de morrer!

Escrito por wotzik às 00h30
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01/12/2011


Ontem eu fui no Braz. Aquela pizzaria com aspecto de paulista e serviço carioca. Onde você jura que foi na Lapa que inventaram a pizza. Um grande botequim sem cerveja e ovo colorido. Onde se serve pizza. E você fica imaginando aquela mesa com Noel, Aracy de Almeida, Lamartine Babo comendo pizza de mussarela com rodela de tomate. Enfim. Veio a pizza. Com pouca mozarela. Muito pouca mesmo. Massa e molho de tomate, um tufo de queijo,  e a mesa que estava animada e esfomeada pasmou. Todos silenciosamente mortos de fome pensaram que saco ter que pagar caro por algo que não vale e não vai satisfazer mas a fome é tanta que deixaram a gente esperando tanto e vamos ter que pagar tanto que dá até tristeza  e desanimo ter que reclamar vendo a pizza ali na nossa frente quentinha esperando por nossos dentinhos. Chamamos o Maitre. Sugerimos a ele que colocasse um pouco mais de mussarela na pizza por obséquio. Disse que não podia. Dissemos então que pagaríamos pela mozarela extra, que mesmo mortos de fome esperaríamos pela nova pizza ou mesmo pela porção extra de queijo que ia nos trazer. Ele contestou de forma definitiva dizendo que não ia ficar bom. Não ia ficar bom. Ele disse que se colocasse ou trouxesse mais mozarela na pizza não ia ficar bom. E ficou nos olhando um tempo em silêncio, e depois virou as costas, e seguiu seu rumo. O que fazer? Deus das massas nos oriente. O que fazer? Diante daquela pizza fria, cheia de molho de tomate, ali no centro da mesa, humilhada. E antes que começássemos a disputar a tapa aqueles nacos de queijo, alguém pegou o telefone celular e ligou para a Capricciosa que era pertinho e que em vinte minutos mandou entregar uma saborosa e transbordante pizza de mozarela. Foi lindo ver aquele entregador de pizza adentrando o salão sob os aplausos de todos. Cai o pano.

Escrito por wotzik às 11h44
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30/11/2011


Eleição no Egito? Meu Deus, onde é que vamos parar. Que mundo é esse? Imagina se Ramsés ia ser eleito. Eleição para faraó? Que loucura! De onde é que eles tiraram essa ideia estapafúrdia?

Escrito por wotzik às 18h19
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Me confidenciou um ator começando: " Se a Grécia que é o berço da cultura faliu, imagina eu."

Escrito por wotzik às 18h18
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Enquanto isso nos morros brasileiros o povo brinca de policia e ladrão.

 

Escrito por wotzik às 18h17
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17/11/2011


Agora que estagiamos subindo os morros


já podemos começar a subir o planalto.


Campanha de ocupação do Planalto.


Vamos todos subir o planalto.


UPP - Unidade Pacificadora do Planalto.

Escrito por wotzik às 01h47
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04/11/2011


Teatro/CRÍTICA

"Breve encontro"

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Bela reflexão sobre a paixão


Lionel Fischer


O dramaturgo Noel Coward escreveu a peça "Natureza morta". O cineasta David Lean a adaptou para o cinema, rebatizando-a de "Desencanto". E agora Eduardo Wotzik adapta o filme para o palco, com o título "Breve encontro". Pois bem: qual dos três títulos retrataria com mais propriedade a essência da obra? Ao que me parece, os três, posto que não excludentes. Em cartaz no Teatro dos Quatro, "Breve encontro" chega à cena com direção de Eduardo Wotzik e elenco formado por Carla Ribas, Fernando Arze, Paulo Giardini, Cristina Rudolph e Rubens Araújo.

Supostos entendidos em questões amorosas costumam afirmar que paixões só eclodem em pessoas arrebatadas, paroxísticas, um tanto operísticas e, assim, a todo momento propensas ao desvario amoroso. Isto pode ser verdade, sem dúvida, mas não é menos verdadeiro que uma paixão avassaladora possa ocorrer entre pessoas recatadas, pudicas, perfeitamente enquadradas em um relacionamento monogâmico. E é exatamente o que ocorre aqui.

A protagonista é uma mulher casada há décadas e mantém com o marido uma relação estável. Um belo dia, conhece um médico, também casado e cuja relação com a esposa se enquadra igualmente nos cânones de uma relação burguesa. Para surpresa de ambos, começam a se encontrar às quintas-feiras, e pouco a pouco o flerte inicial se converte em paixão e os deixa atônitos. O que fazer diante de um tal quadro? Abandonar a estabilidade de casamentos mornos e levar às últimas conseqüências esta deliciosa cilada do destino? Ou a ela renunciar, optando por conservá-la na memória como um momentoprecioso e inesquecível?

Impregnado de reflexões mais do que pertinentes sobre as relações amorosas, o excelente material dramatúrgico ganha ainda maior relevância graças à engenhosa estrutura narrativa criada por Eduardo Wotzik, determinante para o sucesso desta oportuna empreitada teatral.

Tal engenhosidade não se prende ao fato da protagonista narrar e viver simultaneamente sua história, já que isso não constitui nenhuma novidade. O grande achado da montagem é que, em algumas ocasiões, a protagonista está dialogando com um personagem e inesperadamente percebe-se que o interlocutor não está mais ali, posto que nada mais retruca. Ou seja: o que é visto pode ou não estar acontecendo no plano real, o que faculta ao espectador ao menos duas possibilidades de apreensão da narrativa.

Com relação ao espetáculo, Eduardo Wotzik impõe à cena uma dinâmica em total sintonia com os climas emocionais em jogo. Como os personagens não podem viver às claras sua paixão, certamente Wotzik pediu a Fernanda Mantovani que criasse uma iluminação enclausurada, em alguns momentos até mesmo claustrofóbica, o que é materilizado de forma altamente expressiva. Certamente, um dos mais brilhantes trabalhos de luz da atual temporada.

E no que se refere às marcações, todas elas estão em plena consonância com os sentimentos e dúvidas das personalidades retratadas, cabendo ainda destacar a entrada e saída de alguns poucos elementos cênicos, que surgem e desaparecem como se deslizassem sobre trilhos - uma ótima idéia, já que muitas cenas ocorrem numa estação de trens.

Na pele da protagonista, Carla Ribas exibe atuação sensível e emocionada, trabalhando de forma irretocável as contradições de sua personagem, sempre dividida entre a paixão e a culpa. Vivendo o médico, Fernando Arze tem performance correta, mas acredito que tal correção possa ser transcendida se o ator conseguir, ao longo da temporada, colocar mais paixão em seu personagem - não basta dizer "eu te amo": é preciso que, além das palavras, todo o corpo do personagem traduza tal sentimento. 

Encarnando o marido, Paulo Giardini materializa de forma irrepreensível um ser que, aparentemente frio, indiferente e nada atento ao que se passa com sua esposa, ao final revela, ao menos no meu entendimento, grande sabedoria, quando diz "fico feliz por você estar retornando para mim" - a frase pode não ser exatamente esta, mas o conteúdo sim. Em participações brevíssimas, Cristina Rudolph e Rubens Araújo extraem o possível de seus personagens.

No complemento da ficha técnica, são de excelente nível a direção de arte de José Dias, os figurinos de Anna Cecília Cabral e a trilha sonora de Bernardo Gebara, que realiza uma espécie de rondó com trechos do segundo movimento do Concerto nº 2 para piano e orquestra de Sergei Rachmaninoff.

BREVE ENCONTRO - Direção e adaptação de Eduardo Wotzik. Com Carla Ribas, Fernando Arze, Paulo Giardini, Cristina Rudolph e Rubens Araújo. Teatro dos Quatro. Terças e quartas, 21h30.

Escrito por wotzik às 16h43
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29/10/2011


Por que é que morre justo quem está vivo? Tanto morto por aí.

Escrito por wotzik às 20h35
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28/10/2011


A morte atrapalha a vida de todo mundo.

Escrito por wotzik às 23h31
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25/10/2011


O SUJEITO TE DÁ UM TIRO. VOCE FICA MESES NO HOSPITAL E AINDA TEM QUE PAGAR A CONTA. ASSIM ANDA O MUNDO.

Escrito por wotzik às 11h28
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24/10/2011


 

Um rapaz marcou um encontro comigo que ele queria conversar, que ele queria muito começar alguma coisa, ele queria que eu ouvisse suas idéias, queria realizar mas não sabia por onde começar, então marcou comigo as três horas e eu fui. Cheguei dez para as três, subi e fiquei esperando. Três e quinze nada, três e meia nada, quatro e quinze comecei a achar certo abuso. Telefonei. E então? Então o que?Meu rapaz eu estou te esperando aqui a mais de uma hora. Esperando onde? Eu estou aqui embaixo desde as três horas. Não esta não. Estou sim. Estou aqui embaixo a mais de uma hora e não consigo subir. Ta maluco, eu falei. Maluco nada! A porta esta fechada. Que fechada? Eu já estou aqui em cima a mais de uma hora e a porta esta aberta. Você que esta maluco. Eu estou aqui diante dessa porta de vidro a mais de uma hora e ela esta fechada e eu não tenho como subir. Meu rapaz, eu te garanto, a porta é automatica, é só dar o primeiro passo que ela abre.

 

EDUARDO WOTZIK

 

 

 

Escrito por wotzik às 14h56
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09/10/2011


Eduardo Wotzik/Divulgação

04-10-2011 ////////

EDUARDO WOTZIK

Diretor também assina o texto de 'Breve Encontro'

Considerado um dos mais destacados diretores de sua geração, Eduardo Wotzik é responsável também pela adaptação do texto de “Breve Encontro”, em cartaz no Teatro dos Quatro. Sua trajetória profissional é marcada pela diversidade de gêneros visitados, que resulta em espetáculos completamente diferentes entre si. A nova peça, uma livre adaptação de uma história do ator, compositor e dramaturgo britânico Noel Coward, se passa na Inglaterra no início do século 20. Como o título demonstra, trata-se de um breve encontro que muda a vida de uma típica dona de casa e de um médico, que vivem uma intensa paixão. Confira a entrevista com o diretor.

De onde surgiu a inspiração para escrever a história?
“Breve Encontro” é uma livre adaptação de uma história de Noel Coward. Uma história de amor. Também de paixão. Paixão como Tristão e Isolda, Romeu e Julieta, Ana Karenina, Madame Bovary. Paixão como “sofrer com” que é o que a palavra do latim significa. “Breve Encontro” é uma história de paixão. E também de amor. Da dor e da alegria de se estar amando. Do amor como comunhão, como encontro. Possível. Amoroso. Para sempre. A peça, como seu título, revela aqueles breves e marcantes encontros que temos, dos quais não podemos e não queremos esquecer jamais. Aqueles instantes de puro afeto tão necessários à vida.

Que emoções espera despertar no público que assistir à peça?
“Breve Encontro” é uma história de amor. Destas de tirar o fôlego. De parar o tempo. E espero proporcionar ao público um espetáculo amoroso, belo, preto e branco, inesquecível, repleto de afeto e reflexão. Um breve e amoroso encontro entre os personagens de nossa história, entre os espectadores que habitarão a sala de espetáculo e, ainda, entre o público e a peça.

Em sua peça anterior, “Estilhaços”, você levantava uma discussão sobre questões éticas contemporâneas. Em “Breve Encontro”, há a proposta de algum outro debate? Qual? 
“Breve Encontro” vem à cena para falar das escolhas. Dos relacionamentos. Da angústia. Da culpa. Do interesse pelo outro. Da gênese invisível da paixão. De filhos. Do amor aos filhos. Do casamento. Do compromisso. Da responsabilidade. Da construção indestrutível. E da manutenção da família. Um espetáculo para falar daqueles breves e inesquecíveis encontros que temos na vida. Breves por serem raros. Essenciais. Instantâneos. Faísca. Um átimo capaz de iluminar, justificar e encher de energia uma vida.

Em tempos de relacionamentos cada vez mais virtuais, você acredita que um caso como o de Laura e Alec poderia acontecer nos dias atuais? 
A história de Laura acontece todos os dias, a toda hora, em todos os lugares do mundo. A cada milésimo de centésimo de segundo uma chama de paixão está sendo ativada em algum lugar e é isso que aquece a humanidade. E é por isso e sobre isso que quis fazer esse espetáculo que tem um tema e uma história tão atemporal e universal.

Em que a obra “Breve Encontro” se diferencia dos demais espetáculos de sua autoria? 
Ah, o Teatro! Que lugar mágico capaz de me levar a tantos lugares, conviver com tantas pessoas e culturas sem me tirar do lugar. Já estive em Tróia, numa sala de estar americana, numa pradaria na Espanha, no tribunal de Frankfurt, dentro do Teatro Trianon me divertindo com aqueles comediantes maravilhosos, e em outros tantos mundos. Viva o Teatro! Que me permite agora dialogar com as histórias de amor, com os melodramas, com os filmes clássicos, com o “noir”, e poder ir revelando esse “Breve Encontro” lentamente diante da câmera cênica escura, como um fotograma, como num laboratório da imagem.

Como você vê a nova geração de autores cariocas, da qual faz parte? Já conquistaram seu espaço? O que este movimento trouxe para a produção teatral? 
Não me considero um autor de teatro. Não tenho uma obra que me habilite a assinar como tal. É uma profissão das mais difíceis e eu respeito demais quem respira dramaturgia. Sou um diretor de teatro. Eu escrevo a cena, é diferente. Acho também que há muita precipitação, talvez porque somos tão carentes nessa área, em chamar autor aquele que escreveu duas ou três peças. Para mim autor de teatro tem que ter uma obra. E para se tornar um, o mais importante é que o sujeito que se propõe a escrever uma peça possa ter espaço para montá-la e se relacionar com os atores e público para, assim, aprender com elas. Nesse sentido, acho que estamos caminhando muito bem. Cada vez vemos mais textos escritos por brasileiros sendo montados. É só olhar no serviço dos jornais que trazem as listas das peças. O Brasil é um prato cheio para um dramaturgo atento.

Escrito por wotzik às 22h49
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01/10/2011


Escrito por wotzik às 14h03
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23/09/2011


SEDE DE ENCONTRO

 

Vez por outra sinto uma sede de encontro. Daqueles em que você encosta em alguém, e a pessoa se abre imediatamente, e você fala “oi”, e ela deixa escapulir um sorriso que diz, ai que bom, e então, você responde, e ela diz, ai que bom, e você, ai que bom, faz umas piadas e ela te conta uma coisa e, ai que bom, você propõe um cinema, e ela pode, e você marca, e liga, e ela está, e ela atende, e ai que bom, lá está ela no local e hora marcados, e ai que bom, que o filme é chato, e vocês ficam conversando no cinema, e você pega na mão dela, e ela se ajeita no seu ombro, e há encaixe, e é melhor olhar pra ela do que olhar o filme, e então, sorrisos, e mais sorrisos, e ela percebe num olhar, que é melhor viver que assistir, e então, vocês saem do cinema e, vão pra casa, e beijo, que ela beija, e você beija e, ai que bom, que ela te abraça, e você a abraça, e colocam um som, e dançam, e combina, e encaixa, e o cheiro, e a pele, e dois pra lá, e caem na cama, vão tirando a roupa, e ai que bom. 

 

Escrito por wotzik às 23h00
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16/09/2011


EMPOLGANTE! VIBRANTE! EXTRAORDINÁRIO!

UMA HISTÓRIA INESQUECÍVEL! UM ENCONTRO MEMORÁVEL!

UMA DAS MAIS BELAS HISTÓRIAS DE AMOR DE TODOS OS TEMPOS! DIVERTIDO!

Vem aí!

“BREVE ENCONTRO”

 

COM CARLA RIBAS, FERNANDO ARZE, PAULO GIARDINI, CRISTINA RUDOLPH E APRESENTANDO RUBENS ARAUJO EM VARIADOS E INESQUECÍVEIS PERSONAGENS.

 

UM ESPETÁCULO ENVOLVENTE!

ARREBATADOR!

 

DIREÇÃO GERAL EDUARDO WOTZIK

Escrito por wotzik às 09h03
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13/09/2011


Nunca bati em mulher. Sempre me recusei. Mesmo quando me pediram. 

Escrito por wotzik às 10h17
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31/08/2011


 

ÀMAITÊ

quem foi joana angélica?, e garcia davila?, e ataulfo de Paiva?, e vieira Souto?médico, anibal de mendonça?, afrânio de mello franco?, prudente de morais? presidente, que fez o que? o mesmo que todos, virou nome de rua, atlântica? quem foi atlântica?, mulher do atlântico?, realengo eu sei é por que era real engenho (engo) e o pessoal passava correndo e juntou tudo pra facilitar, barão da torre, nobre brasileiro que vivia isolado numa, e niemeyer todo mundo sabe que ta vivo até hoje, ou essa niemeyer não é o niemeyer?, farme de amoedo presta atenção que essa ninguém sabe ninguém viu, e ainda tem são cristóvão, santa catarina, cu(o)ritiba, terezina, são luis, que santo é esse? aracaju? rio de janeiro é porque já virava um nessa época do ano, eu sei, estudei no alencastro guimarães, que eu não sei quem é, depois cócio barcelos que também não e tenho um irmão na shakes sei lá o que e que se enrola todo já no cabeçalho, enfim, san martin quem foi?, que ta fazendo no Leblon?, graças a deus tem uma rua chamada Leblon que fica no Leblon, que quer dizer não sei, henrique dumont? que chique!, barão de ipanema é em copacabana e eu não sei quem foi nem o barão nem ipanema e por que copacabana chama copacabana e não tijuca, e lido? particípio passado de ler?, na esquina da rua siqueira campos quem é com domingos ferreira sei não tem uma varanda só no sétimo andar, enfim, quem foi a rainha guilhermina?, e o barão de jaguaripe?, alberto de campos?, sadock de sá?, o conde de bernadotti?, deus?, feliz de quem mora na esquina do prudente com o imprudente de morais e assim consegue se saber, e ainda bem que a tal de maite (que nome!) mora no chopin que esse eu sei, qualquer brasileiro sabe, que atire a primeira pedra quem já não bebeu um.

 

Escrito por wotzik às 12h36
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16/08/2011


Pelo amor de Deus, quando eu escrevo que acho a vida uma merda isso não significa que eu ache a vida uma merda!

Escrito por wotzik às 09h48
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29/07/2011


"Quando essa cidade virar um cidadão,

Vou me sentir cidadão,

Ou essa cidade só vai virar um cidadão,

Quando me sentir cidadão."

 1 - QUE TAL MANTER A FISCALIZAÇÃO NA ORLA DE IPANEMA E LEBLON. OS QUIOSQUES
DENTRO DA AREIA QUE FORAM PADRONIZADOS JÁ ESTÃO COMPLETAMENTE
DESCARACTERIZADOS, TERCERIZADOS E VIRARAM MINI FAVELAS MUITO PESSOAIS, COM
PIXAÇÕES COM O NOME  E COM UMA DECORAÇÃO HORRÍVEL

 2- QUE TAL FISCALIZAR A QUALIDADE DO MATE SERVIDO EM BUJÃO NA PRAIA. MELHOR.
QUE TAL FISCALIZAR O BUJÃO.

 3 - CADA QUIOSQUE NA PRAIA - DA CALÇADA OU DA AREIA - DEVE SER
RESPONSABILIZADO PELA MANUTENÇÃO DE SEU EM TORNO, O QUE SIGNIFICA LIMPEZA,
SEGURANÇA, ACESSO, E BELEZA. DEVE APROVEITAR INCLUSIVE AS CÂMERAS QUE JÁ
ESTÃO INSTALADAS EM CADA UM DELES PARA QUE O PATRÃO QUE NÃO TRABALHA VIGIE
DE CASA OS SEUS SERVIÇAIS.

 4 - É PRECISO QUE SE INSTALE IMEDIATAMENTE EM TODAS AS CASAS E
ESTABELECIMENTOS COMERCIAS DIFERENTES DESCARGAS, COM DIFERENCIADAS
INTENSIDADES PARA NUMERO 1 E  NUMERO 2. MECANISMO QUE JÁ EXISTE HÁ MUITO NA
EUROPA.

 5 - METRO EM IPANEMA JÁ ESTA BOM. AGORA SÓ NA GAVEA. DEIXEM O LEBLON FORA
DESSES TRANSTORNOS. A HORA DE ABRIR BURACOS PARA METRÔ ERA EM 1940 QUANDO O
MUNDO ERA MAIS CALMO E MUITO MENOS GENTE MORAVA. AGORA, 2011, QUANTO MENOS
MEXER MELHOR.

 6 - QUEM TRABALHA NA ZONA SUL TEM QUE PODER CHEGAR EM CASA EM NO MÁXIMO 20
MINUTOS. ISSO TEM QUE VIRAR LEI. COMO A DO ATENDIMENTO NO BANCO. SE A CIA
QUE TRANSPORTA ULTRAPASSAR O TEMPO PAGARÁ MULTA ESTABELECIDA REVERTIDA AO
CIDADÃO PREJUDICADO. O RIO DE JANEIRO SERÁ SEM DÚVIDA ALGUMA O MELHOR LUGAR
DO MUNDO QUANDO RESOLVER SEUS PROBLEMAS DE TRANSPORTES PARA AQUELES QUE
TRABALHAM E MORAM EM SUA PERIFERIA.

 7 - O AMBULANTE AUTORIZADO TEM QUE TRABALHAR COM CRACHÁ COM NOME E FOTO A
VISTA DA POPULAÇÃO. O MESMO PARA FLANELINHAS E CAMELÔS. A POPULAÇÃO PRECISA
RECONHECE-LOS E PODER CHAMÁ-LOS PELO NOME. 

 8 - QUE TAL A ABERTURA E MAIOR INTEGRAÇÃO DOS FORTES DO EXERCITO COM A
SEGURANÇA AO SEU REDOR. CADA FORTE DEVE SER RESPONSAVEL PELA SUA AREA NUM
RAIO DE 1KM. FEITO ISSO JÁ ESTARIAM COBERTAS GRANDE PORCENTAGEM DA CIDADE.

 9 - É PRECISO QUE CADA ESTABELECIMENTO COMERCIAL SEJA RESPONSAVEL PELA
MANUTENÇÃO, SEGURANÇA E LIMPEZA DA CALÇADA A SUA FRENTE, INCLUINDO OS
CANTEIROS E JARDINS.

 10 - CADA PRÉDIO DEVE SER RESPONSÁVEL PELA MANUTENÇÃO, SEGURANÇA E LIMPEZA
DA CALÇADA, CANTEIROS E JARDINS A SUA FRENTE.

 11 - QUE TAL UMA MALHA DE TRENS PARA AS CIDADES DE VERANEIO. TRENS PARA
PETROPOLIS, TEREZOPOLIS, FRIBURGO, ANGRA, BUZIOS, CABO FRIO. TRENS RAPIDOS E
CONFORTAVEIS FARIAM O PARAISO DE QUEM QUER DESCANSAR E NÃO PEGAR AQUELES
IMENSOS ENGARRAFAMENTOS OU MESMO AJUDAR QUEM MORA LA E VEM TRABALHAR TODO O
DIA, ALÉM DE DESAFOGAR O FLUXO.

 12 - AH! CADA BAIRRO TEM QUE ELEGER DOIS REPRESENTANTES - UM HOMEM E UMA
MULHER - PARA ORIGINAR NOVAS IDEIAS, FISCALIZAR E CUIDAR DO BEM COMUM.

 13 - APOSENTADOS TEM QUE DOAR PARTE DE SEU DIA A SUA COMUNIDADE.

 14 - É PRECISO QUE SE RETIRE IMEDIATAMENTE O HELIPORTO DA LAGOA QUE UM DIA
VAI CAIR EM CIMA DE UMA CRIANCINHA QUE ALI BRINCA. VAI CAIR. UM DIA CAI. E
AÍ É QUE VÃO SE DAR CONTA DO ABSURDO. DOIS HELIPORTOS CHEIOS DE PARQUES AO
REDOR!

 15 - QUE TAL DERRUBAR ESSE PITOCOS DE FERRO, DE CIMENTO QUE ATRAPALHAM O
FLUXO DE CADEIRANTES E OUTROS.

 16 - É PRECISO ESTIMULAR, ORDENAR, NOMEAR, COLOCAR CRACHÁ E CAMISETAS DA
PREFEITURA NOS PEQUENOS GRUPOS DE MUSICA ACUSTICOS QUE CIRCULAM PELOS BARES
E OUTROS LOCAIS DA CIDADE. MAS PRINCIPALMENTE É PRECISO ENSINÁ-LOS A TOCAR.

 17 - QUE TAL ACABAR DE VEZ COM ESSE SISTEMA CONSTRANGEDOR DAS PORTAS
GIRATÓRIAS A ENTRADA DE BANCOS.

 18 - OS DOZE POSTOS DE SALVA VIDAS MONTADOS NA ORLA DE COPACABANA, IPANEMA E
LEBLON TEM DE SERVIR MAIS A POPULAÇÃO AJUDANDO NA PRESERVAÇÃO E SEGURANÇA DO
ESPAÇO PÚBLICO. CADA POSTO DEVERIA TER NO SEU PISO SUPERIOR PELO MENOS DOIS
BOMBEIROS/SALVA VIDAS, UM MEDICO OU ENFERMEIRO PARA PEQUENOS ATENDIMENTOS E
UM POLICIAL PARA DAR SEGURANÇA A TODOS A VOLTA JÁ QUE SE ENCONTRA EM POSIÇÃO
DE VIGILANCIA PRIVILEGIADA. SERVIR REALMENTE COMO POSTOS, DISTRIBUINDO
FILTROS SOLAR E AMOSTRAS GRATIS DE REMÉDIOS, RECOLHENDO ALIMENTOS, ROUPAS E
AGASALHOS PARA DOAÇÃO. E NA PARTE DEBAIXO DUAS FAXINEIRAS RESPONSÁVEIS PELOS
BANHEIROS E PRINCIPALMENTE PELA AREA EXTERNA A SUA VOLTA. TODOS DEVIDAMENTE
NOMEADOS COM CRACHÁS PARA QUE A POPULAÇÃO OS RECONHEÇAM PELO NOME.

 19 - É NECESSÁRIO QUE SE INICIE COM URGENCIA UMA CAMPANHA NAS ESCOLAS E
UNIVERSIDADES, TELEVISÕES E RADIOS A FIM DE ESTIMULAR A PRÁTICA DA CARONA.
"CARONA JÁ!" A MAIOR PARTE DOS CARROS CIRCULAM COM UMA PESSOA APENAS. EU
QUERO SAIR DE CASA EM IPANEMA PRECISANDO IR AO LEBLON, E AO INVÉS DE SER
MAIS UM CARRO CIRCULANDO, POLUINDO, ENGARRAFANDO, QUERO ESTENDER O POLEGAR E
SABER QUE ALGUEM VAI PARAR PARA ME LEVAR LOGO ALI. É CLARO QUE MUITOS NÃO
VÃO PARAR, UNS PORQUE AINDA TEM MEDO, OUTROS PORQUE NÃO ESTÃO A FIM DE
CONVERSAR, OUTROS PORQUE SIMPLESMENTE QUEREM FICAR SOZINHOS, MAS A PARTIR
DESSA CAMPANHA ALGUEM VAI GOSTAR DA IDÉIA E NÃO SE INCOMODAR DE AJUDAR O
PRÓXIMO E AO TRANSITO, E AO PLANETA QUE FICA MELHOR PARA ELE SE MENOS CARRO
SAI DE CASA. "CARONA JÁ." ESSA É UMA DAQUELAS IDÉIAS ABSURDAS QUE PRECISAM
SER DESCASCADAS AOS POUCOS ATÉ SE PROVAREM PERFEITAMENTE VIÁVEIS E LÓGICAS E
APLICÁVEIS.

 20 - ARRUMAR AS PRAÇAS. CUIDAR DAS AREIAS DAS PRAÇAS. É O MÍNIMO!

 21 - NÃO BASTA PROIBIR ANIMAIS EM TODOS OS LUGARES. É PRECISO DAR CONDIÇÕES
DE SAÚDE PARA ELES E PRINCIPALMENTE ESPAÇO PARA QUE ELES POSSAM ESTAR.

 22 - CRIAR UMA PAGINA NA INTERNET PARA CADA BAIRRO. PARA OUVIR SUGESTÕES,
RECLAMAÇÕES E ELOGIOS E PARA QUE A PREFEITURA POSSA DIZER O QUE ESTÁ FAZENDO
E O QUE VAI FAZER NO BAIRRO.

 23 - É PRECISO CONSERTAR CERTOS ERROS TAIS COMO A RUA BARÃO DE IPANEMA NÃO
FICA EM IPANEMA, O CORNETEIRO DA GARCIA DAVILA NÃO É O GARCIA DÁVILA.

 24 - TODAS AS ESCOLAS TEM O DEVER DE ENSINAR AOS SEUS ALUNOS E FAMILIARES
SOBRE O PERSONAGEM HISTORICO QUE DÁ O NOME A ESCOLA.

 25 - TODOS OS MORADORES DA RUA JOANA ANGÉLICA TEM O DIREITO DE SABER E SEREM
INFORMADOS QUEM FOI JOANA ANGÉLICA. POIS É. QUEM FOI JOANA ANGELICA?.

 E SEMPRE LEMBRANDO DAS CAMPANHAS QUE NÃO SAIRAM AINDA DE CARTAZ:

 "PELA PURIFICAÇÃO DAS DROGAS" E "POR UM RIO SEM GRADES"

 E NÃO ESQUECER QUE AS LATAS DE LIXO DA CIDADE SÃO UM LIXO.

COM CARINHO,

 EDUARDO WOTZIK

 

 

Escrito por wotzik às 19h26
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22/07/2011


‎"Mas acontece que eu sorri para ti 
E aí larari larara lariri, lariri 
Pom, pom, pom "
 - MEU DEUS COMO É SIMPLES E ADORÁVEL ESSE TAL DE CHICO BUARQUE. TANTOS TENTANDO E ELE SIMPLIFICANDO MAIS E MAIS E MAIS E MAIS. LINDO DEMAIS. DA VONTADE DE CHORAR SÓ PARA "Ouvir a lágrima cair no chão". VIVA A MUSICA POPULAR BRASILEIRA! VIVA CHICO BUARQUE!

Escrito por wotzik às 17h27
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E não esquecer que a ciência mais importante é a Pa ciência.

Escrito por wotzik às 13h22
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10/07/2011


PARA SE FAZER UM BOM POEMA

É PRECISO QUE CADA VERSO

- QUE SE INICIA - 

PRENDA A AFEIÇÃO DA ALMA 

- QUE LIVRE -

TE PROCURA.

Escrito por wotzik às 20h33
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08/07/2011


Um dia, depois de odiar muito uma pessoa, descobri que o ódio é uma manifestação do afeto. E que o afeto, é a ligação com o outro, não importa em que forma do sentir. Afetividade e amor são sempre confundidos. É, que tenho afeto por quem amo, e tenho afeto por quem odeio. Em geral, me culpo por ter afeto, por quem me fez mal, e por isso me machuco. Mas, se meus sentimentos, que chamo negativos, vem sem culpas, repletos de afetividades, então, sou livre.

Escrito por wotzik às 14h51
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27/06/2011


PROFISSÃO: DO CONTRA.

Escrito por wotzik às 18h28
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14/06/2011


Tem dias que a tragédia é se jogar na cama e perceber que o controle ficou lá junto a televisão.

Escrito por wotzik às 17h42
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13/06/2011


OU VOCE SE TRABALHA OU A VIDA TRABALHA VOCÊ.

Escrito por wotzik às 19h10
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06/06/2011


O mundo piorou muito depois que inventaram a arma de fogo.

Escrito por wotzik às 12h59
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23/05/2011


 

FAÇA VOCÊ MESMO A SUA ENQUETE.

Outro dia eu estava ótimo, tranqüilo, a vida mansa, sem stress, contas pagas, filhos na escola, uma amiga da amiga da amiga da minha amiga, passando o dia na minha casa pegou um livro da minha estante e começou a rir alto dizendo “olhem o nome desse autor, Fiodór, Fiodór, de não sei o que, meu Deus, que engraçado, cada nome, ela disse, Fiodór Dostroveski!” Parei. Pasmo. Sem acreditar no que ouvia e via. E não sei por que me senti tão agredido por aquela criatura de 35 anos, boa aparência, que tinha estudado nos melhores colégios, dinheiro e família em condições, faculdade, universitária, engenheira por profissão, vivente em 2011, com acesso ao Google, minha amiga (?) não saber quem era Dostoievski. E não era não conhecer sua obra, normal, não ter lido um livro sequer, normal (?), mas é que ela não sabia nem que existia um escritor com esse nome. Não sabia. Fiquei muito chateado com aquilo, resolvi não deixar passar, e indignado disse que aquilo era ignorância, burrice não, ignorância. Demais da conta. Além do limite. Falei. Não agüentei. Me exaltei. Falei. E ela ficou puta. Comigo. Disse que eu estava sendo grosso, arrogante, que só porque eu era diretor de teatro me achava melhor que todo mundo, que ela não tinha a obrigação de saber quem era Dostoievski, que aquilo não fazia parte da sua área de interesse, que ninguém da geração dela sabia, que isso não era motivo para minha mistura de irritação com indignação, que assim eu estava humilhando e ofendendo ela - e aí que ela quase que acertou o nome de um dos livros - e se retirou batendo a porta e me deixando lá em silêncio e só, chateado pra caramba, com o “coração fraco”, um remorso corroendo a pele, triste, com a sensação de que estava tendo um “castigo” por um “crime” que não era meu, febril, quase achando que ela tinha razão, que essa “pobre gente” tinha razão, que Dostoievski a parte, o “Idiota” era eu.

 

Ps1: No dia seguinte recebo mensagem no celular: oi. tudo bem? estou aqui num churrasco dos “Karamazov” em Itaipava, perguntei a todo mundo se conheciam Dostoievski e só os velhos conheciam. De qualquer forma valeu, não estou chateada com você não, de qualquer maneira foi super divertido, a enquete se transformou em assunto, e acabou que o Dostoievski animou a festa. “Possesso”, comecei minha enquete. Minha filha sabia. Minha “Nietochka”. Minha empregada também. Meu porteiro não.

Ps2: Agora mudando de assunto e continuando no mesmo, sei lá, não consigo imaginar, “jogador” que sou, que aja ser humano adulto nesse planeta, que alimentado, não tenha ouvido falar em Pele, Sócrates, Platão, Nietzsche, Beethoven, Stones, Bach, Shakespeare, Beatles, Picasso, Dali, Modigliani, Tolstoi, Ronaldinhos e Mozart. Que não saiba jogar dama, buraco, fazer palavras cruzadas, um pouquinho de futebol, vôlei, basquete, queimado, war, tótó, ping pong, mico, burro em pé, mata mata, andar de bicicleta, dirigir, usar o computador, pescar.


Escrito por wotzik às 17h47
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Eu não tenho nada com isso, mas entrar no pais alheio, explodir uma casa, e matar todo mundo, não é terrorismo? Não teria que prestar contas? A ONU? A OTAN? A DEUS? Eu não tenho nada com isso, mas sob que Justiça americana foi morto um homem? Qual estado de direito americano permite que se mate um homem sem julgamento? Eu não tenho nada com isso, mas é imprescindível que se assista um filme chamado Mera Coincidência para que se tenha a verdadeira dimensão do que a mídia pode fazer com a História. Não tenho nada a ver com isso, mas poderiam me dizer que e quantos acordos foram feitos para que a inteligência americana (que de inteligente não tem nada vide o resultado brutal da empreitada) chegasse a esse fim? Será que incluíram Ipanema no negócio? Se esperamos dez anos para matar o cara, não podíamos esperar mais dez e trazê-lo vivo para o Ocidente? Cadê o corpo? Para servir de exemplo de e para a Humanidade. Que medos tem os americanos de que ele possa se transformar num Mártir? Por que o mundo do terror não convoca um dos milhares de sósias do cara e faz um vídeo com ele dizendo: “Eu não morri!” E desmoraliza, derruba de uma só vez a credibilidade do governo do Tio Sam e da mídia do mundo inteiro. Por que será que não fazem isso? Obrigaria a apresentação de provas concretas. E seria uma forma inteligente de derrubar duas torres, pilares do Império americano com um só vídeo, ao invés de usar aviões e vidas humanas. Eu não tenho nada com isso, mas será que só há gente inteligente no ocidente? Eu não tenho nada com isso, mas não era o Bush que era bélico? Esse que ta aí não é um negro que vem de uma origem humilde e portanto deveria compreender as diferenças? Que Guerra contra o Terror é essa que o sujeito manda invadir a Líbia por telefone enquanto ve a vista da Cidade de Deus pela janela do automóvel? Talvez não seja a toa que a diferença entre um e outro seja de apenas uma letra. E esse povo americano? Milhares de jovens comemorando o dia em que serão mais uma vez convocados e mortos, aleijados ou traumatizados por mais uma investida americana em território alheio.  Eu não tenho nada com isso mas fico imaginando essas imagens do povo americano nas ruas sendo mostrada por uma emissora árabe de um país qualquer e o telespectador pensando: “nossa! precisamos combater o fanatismo.” E se é inegável que o mundo islã ainda vive sob regras tribais, também é inegável que o mundo norte americano ainda vive sob as regras do velho oeste. Enfim, eu não tenho nada com isso, ou será que tenho?

Escrito por wotzik às 17h32
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09/05/2011


Num primeiro momento eu achava que os governos árabes deveriam vir a publico para mostrar que o Osama não morreu e assim desmoralizar para sempre o Presidente dos Estados Unidos e a Mídia ocidental. Mas agora andei pensando que se Osama não morreu realmente a melhor e mais inteligente atitude a tomar é dizer ao mundo que ele morreu que assim ele pode tirar a barba e ir fazer compras em Miami e levar sua penca de filhos a Disney que o bicho não agüentava mais aquelas crianças puxando sua barba e pedindo para ir ver o Mickey.

Escrito por wotzik às 14h46
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08/05/2011


Mãe: melhor tê-las!

Escrito por wotzik às 18h06
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06/05/2011


conclusão: é possível ser sério sem deixar de sorrir.

Escrito por wotzik às 23h43
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02/05/2011


Contaram-me certa vez a historia de que até um determinado presidente o que era emitido de notas americanas correspondiam ao exato valor em barras de ouro guardadas no Tesouro Americano. E que a partir de determinado momento resolveu-se por desassociar uma coisa da outra e então o dinheiro virou uma abstração. Assim tentou com enorme esforço me explicar um economista em Portugal. Negocio de papéis, duplicatas etc. O dinheiro em pouco tempo voltará a ser o que ele já é a algum tempo: virtual.

Escrito por wotzik às 22h10
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É incrível como num tempo tão curto aquele que se constituía o lugar mais cheio e efervescente do pedaço, onde se formavam filas e mais filas, onde gerente era uma estrela, um caixa amigo um trunfo, esse mesmo espaço vai se tornando pouco a pouco um espaço vazio e desnecessário.  

Escrito por wotzik às 21h11
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E a nota de dinheiro? A verdade é que em poucos anos a nota de dinheiro desaparecerá. Assim também as moedas, os níqueis, as patacas, os dobrões, tão antigas companheiras. E as próximas gerações nem saberão o que é isso. “Dinheiro? O que era? Usava pra que?” 

 

Escrito por wotzik às 20h31
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01/05/2011


 

tudo é verídico até que vire ficção.

 

Escrito por wotzik às 19h22
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25/04/2011


Há uma enorme semelhança entre o artista e o homem que vê o pião rodar.

Escrito por wotzik às 19h11
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13/04/2011


“ Cheguei num lugar que não era Teatro, fui andando até entrar num espaço que não era Teatro, onde encontrei quatro atores não vestidos de Teatro, numa luz que não era de Teatro, falando um texto que não era Teatro e de repente, quando menos esperava, aconteceu o Teatro. “

 (COMENTARIO FEITO EM CURITIBA SOBRE O ESPETÁCULO “ESTILHAÇOS”)


 

Escrito por wotzik às 14h08
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11/04/2011


E o mundo se divide entre os que tem dúvidas e os que tem dívidas.


 

Escrito por wotzik às 14h25
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01/04/2011


E VIVA O BRASIL!

ONDE O ANO INTEIRO É PRIMEIRO DE ABRIL! 

mestre Millôr Fernandes

Escrito por wotzik às 12h48
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30/03/2011


Outro dia eu fui a um restaurante, resolvi impressionar e pedi um vinho de R$ 84,00. Achei ele muiito bom, delicioso leve, encorpado, caiu bem demais, sofisticadíssimo, achei ele o máximo. Também por esse preço! Valeu. O ambiente gostoso. O papo agradável. O coração tranqüilo. A cabeça tranqüila. A mente tranqüila, a conversa caiu por um instantinho no vazio, deu aquele silêncio, fiquei sem saber o que fazer com as mãos, resolvi folhear. A carta de vinho. Quem mandou. Lá estava ela. Logo a primeira da lista. Uma garrafa. E seu respectivo preço. R$ 37.000,00. Glup! Meu Deus, como será esse vinho de 37.000 reais que abre a carta. Eu sei, todo mundo sabe, que pagar isso por um vinho é um absurdo, tanta gente precisando, passando fome, blablablablablabla, etcs e tal, mas presta atenção que não é disso que se trata. Se eu to achando o de R$ 84 maravilhoso a que distancia eu ando desse de 37.000? Quanto será que eu tenho ainda que galgar para perceber que esse que eu to achando o máximo é um lixo? E que gosto terá? Eu preciso saber. Que gosto terá? Que paladar sofisticado esse que existe e eu nunca poderei experimentar. Vai ver que é esse o vinho que coloca o homem em estado de Dionísio, que eleva o homem a condição de semi deus, e não esses sangues de boi que eu ando tomando e tentando que me leve as alturas e me frustrando e me enchendo de dores físicas e morais ao fim de cada nova tentativa.  E não me venham com essa de que o vinho não vale isso, que isso é besteira, que a disparidade entre 84 e 37.000 é muito grande para que não exista realmente a diferença. Quem paga por alguma coisa que não vale é a classe media, rico só paga se vale, e por isso é que ele é rico. Fiquei tonto. O sujeito que pediu esse vinho colocou ele em cima da mesa, me contou o garçom, e ficou olhando, olhando para ele, olhando a noite inteira. Depois o levou para casa, me contou o manobrista que abriu a porta do carro para o vinho que foi recostado e com cinto de segurança no banco do carona. A partir daí não se teve mais noticias sobre seu paradeiro, mas presume-se que ainda esteja por lá na estante de troféus ou mesmo deitado num lado da cama controle na mão tomando champagne semi encoberto por um edredon. Ah, Meu Deus, o que que eu faço? Será que nunca saberei? Que eu não tenho e acho que nunca terei trinta e sete mil reais para dar num vinho. Me deram uma idéia. Pedir aquele moço que comprou que nos narre a experiência. Formar uma turma e nos sentar em semi circulo e procurar desesperadamente saborear cada palavra - repleta de sentido gustativo - que ele proferir. Mas isso é Teatro. E eu não quero Teatro, eu quero é vida. A coisa em si. A experiência da coisa em si. E olha o que eu com apenas um clique no Google descobri: 1. Château Lafite Rothschild 1787 Valor:$156.450 / 2. Château d’Yquem 1811 Valor:$100.000 / 3. Penfolds Grange Hermitage 1951 Valor:$38,420 / 4. Cheval Blanc 1947 Valor:$33.781 / 5. Château Mouton-Rothschild 1945 Valor:$28.7506. / 6. Inglenook Cabernet Sauvignon Napa Valley 1941 Valor:$24.675 / 7. Montrachet Domaine de la Romanée Conti 1978 Valor:$23.929 / 8. DRC Romanée Conti 1934 Valor:$20.145 /9. Hermitage La Chapelle 1961 Valor:$20.130 / 10. DRC Romanée Conti 2003 Valor:$4.650. Pronto. Não adianta. Eu não vou conseguir. Não tem como. Dane-se. Eu não queria mesmo. Eu nem gosto de vinho. Me dá azia. Dor de cabeça. Sono. Descobri. Hic! Descobri como tomar esse vinho, experimentar seu aroma, degustar seus perfumes. Vou reunir 10 pessoas que pagarão 3.700 reais para tomar uma taça. Pronto. Ou não será melhor 100 pessoas que pagarão 370 e tomarão um gole? Já sei. Vou começar uma campanha para angariar 1.000 pessoas para pagar R$ 37 e tomar uma gota que será distribuída por adegas especializadas num conta gotas devidamente esterilizado e preparado para receber o liquido, e então eu saberei. Chateau lafite que me aguarde. E passarei um ano sem colocar nada na boca para não perder o gosto. E não salivarei nunca mais. E acompanharei, repetindo silenciosamente o mantra, o percurso do liquido pelo meu corpo. Oh, gota que deslizante me fez poeta. Oh, gota amada, que por mim passou; Oh, gota amada, que passou por mim e evaporou; Oh, gota amada, que por mim passou, evaporou, e deixou saudade.

Escrito por wotzik às 12h19
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16/03/2011


O QUE SERÁ QUE VAI FICAR PRONTO PRIMEIRO, O JAPÃO, TERESÓPOLIS OU O MARACANÃ?

Escrito por wotzik às 17h58
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13/03/2011


 as-salaamu aleikum

Assim se cumprimentavam os migrantes de origem árabe quando se encontravam em qualquer canto do Brasil. O cumprimento que significa a paz esteja contigo vinha sempre acompanhado de uma mesura. Assim era porque assim é e foi sempre assim em suas casas, em suas ruas, em suas cidades e ruelas e tribos. Pois então o brasileiro via aquilo, diferente, e lógico resolvia sacanear, achava aquilo uma bichice, uma mesura cheia de nhenhenhém, cheia de trêlêlê, bota maldade e cria a palavra salamaleque que significa “tratamento cortês exagerado ou pomposo, geralmente  usado em tom de chacota, frescura, trejeito, fulaninho é cheio de salamaleques”, enfim, transforma um gesto cultural bacana milenarmente usado numa palavra depreciativa e totalmente destituída do seu conteúdo original. E isso é engraçado até deixar de ser. E é assim que rindo os ignorantes por ignorância chamam os outros de ignorantes. É humor brasileiro até que doa no outro. E sempre bom lembrar que muito do que aqui nasce brincadeira e permanece brincadeira nos estados unidos eles levam a serio e são capazes de matar o vizinho porque tem costumes diferentes. Porque ele não diz ok, porque não se cumprimentam usando aquele festival de apertos de mãos e sim um leve inclinar com o corpo, porque ele se encharca de chá em vez de cerveja, porque dorme em tatame e não usa colchão. E o fato do sujeito poder ter mais de uma mulher que por aqui alardeamos como absurdo, machismo, falta de moral, crime, sem vergonhice, safadeza, filha da putisse, lá eles chamam de tradição e foi criado porque nas tribos os homens saíam para a guerra e quando voltavam encontravam vinte mulheres para cada homem sobrevivente então qual a única solução obvia e pragmática para reproduzir e aumentar a população da tribo ou mesmo para satisfazer a libido daquelas mulheres que histéricas esperavam tempos por um homem? as-salaamu aleikum - que a paz esteja contigo. A internet esta fazendo um estrago irreparável as culturas. Finalmente o imperialismo vai atingir seus objetivos e o ocidente vai dizimar culturas milenares num clique. Quanto o mundo não gastou com armas, e invasões, e guerras frias, e espionagens, e tanques, e navios, e aviões, e vidas inutilmente?  Quem podia imaginar. Que essa guerra seria vencida assim. Por penetração de webcams, por infiltração de RAM, por manobras de mouse, pelo tatatata das teclas. Senhoras e senhores pasmem: A internet é que é o vírus. as-salaamu aleikum - que a paz esteja contigo. E então é adeus as diferenças. Vai ficar tudo igual e ocidental. E aquele fenômeno que vemos se expandindo na China e Japão, um monte de olhos puxadinhos vestidos de americanos, como vimos um monte de índios vestidos de portugueses, indianos de ingleses, vamos assistir a civilização árabe com letreiros em neon nas casas, homens e mulheres com o Popeye tatuado, sapatos altos e calças jeans, bermudão e tênis, cuecas Calvin Klein, fio dental e burca, comendo bacon com ovos pela manhã, chesburguer a tarde, pizza de noite e em dez anos ou menos uma epidemia gástrica dizimará inexplicavelmente aquela gente que vai ter que importar omeprazol e derivados dos laboratórios farmacêuticos do ocidente. É assim quando tentamos fazer traduções culturais sem respeitar nem conhecer suas origens. Quando não entendemos que aquilo que chamamos ditadura por exemplo é resultado de milênios de experiência que nos assustam, conclusões a que aquela parte da humanidade chegou. E que o que eu posso achar errado para minha vida não precisa ser necessariamente ruim para a vida do meu vizinho. E eu não tenho que me meter que ninguém me perguntou nada. E se alguém discordar do que eu digo, não se aborreça, que como bem sabem eu discordo de mim. Que quem mata o diferente morre um pouco também. Salamaleque!

Escrito por wotzik às 17h54
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28/02/2011


CRITICA/ESTILHAÇOS/MACKSEN LUIZ


De certo modo, Eduardo Wotzik com Estilhaços segue tendência cada vez mais presente no teatro de nossos dias. Falar de si, ou daquilo que o afeta ou interessa como objeto da suas vivências ou do que o circunda. Esta fragmentação de impressões sobre maneiras de conviver com o mundo, e consigo mesmo, filia Wotzik a essa vontade insistente de se desvendar nos palcos. Nada do que se fala nesta montagem em cena no Museu do Planetário da Gávea, pode ser considerado biográfico, afinal o autor reflete sobre a arte (“Queria passar mais tempo mergulhado no ambiente que a beleza aconchega. ... a arte deixa a gente tão quentinho”), o simples estar no mundo (“Pensar pode ser muito divertido.”), as relações afetivas (“Vez por outra sinto uma sede de encontro.”) em flashes que capturam momentos em meio a um existir ruidoso e dispersivo. Na suave explosão das palavras, o autor e diretor ordena os estilhaços que se espalham pelo espaço-instalação de José Dias – uma sala branca com cubos onde o público se acomoda e entre os quais o elenco se movimenta. Nesta circulação de sentimentos expressos em pequenos toques sobre instantes vividos ou capturados em meio a banalidades do cotidiano, Eduardo Wotzik criou um recital, despretensioso, que ao se referir a ele mesmo, deixa impressões sobre o que está à sua (nossa) volta. O quarteto – Analu Prestes, Clarisse Derzié Luz, Marcos França e Ricardo Kosovski – está afinado nesta sinfonia de palavras soltas no espaço teatral, que se dramatizam de acordo com os sons dessas vozes múltiplas que expõem intensidades dos cacos afetivos. Em pedaços, sem cronologias ou maiores alternâncias de climas interpretativos, os atores dão o recado na medida da pretensão do autor em ampliar para muitos sua conversa íntima.    


 

Escrito por wotzik às 13h33
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26/02/2011


a gente conhece uma pessoa pela pose que ela faz quando vai tirar uma foto.

Escrito por wotzik às 12h27
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QUANDO VOCÊ ENTRA NO MUSEU PICASSO EM PARIS, CHEGA A ULTIMA SALA, E LE QUE ELE COM 90 ANOS MUDOU DE FASE, SEU CORAÇÃO PARA E TUDO FICA POSSÍVEL E BOM .

Escrito por wotzik às 10h57
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25/02/2011


VOLTA AS AULAS

UM PROFESSOR ME DISSE UMA VEZ NO MEIO DE UMA ACALORADA DISCUSSÃO: “MEU FILHO, VOCÊ SABE A QUANTOS ANOS EU SOU PROFESSOR?!” E EU RESPONDI: E VOCÊ SABE A QUANTOS ANOS EU SOU ALUNO?! E DESDE ESSE DIA NUNCA MAIS O VI.

Escrito por wotzik às 14h40
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16/02/2011


Eu adoro ficar sozinha até a hora em que estou sozinha.

Escrito por wotzik às 20h10
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VOU PARAR DE FUMAR E ESPERAR O DIA EM QUE VÃO DESCOBRIR QUE O QUE CAUSAVA CANCER ERA O FOSFORO.

E ENTÃO COMPRO UM ISQUEIRO

E VOLTO A FUMAR.

Escrito por wotzik às 20h08
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11/02/2011


MOTOQUEIRO QUE NUNCA RALOU NÃO É MOTOQUEIRO. MOTOQUEIRO RALA.

Escrito por wotzik às 18h54
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07/02/2011


 

PROMETEU AOS FILHOS AINDA PEQUENOS DE UMA AMIGA QUE LHES DARIA UM OVO DE PÁSCOA DO TAMANHO DELES. NÃO DEU. O TEMPO PASSOU. E ANO APÓS ANO OS MENINOS, HOJE COM VINTE ANOS E UM METRO E OITENTA CADA COBRAM DELA A PROMESSA NÃO CUMPRIDA.

 

Escrito por wotzik às 22h40
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TEM COISAS QUE EU ESQUEÇO. O QUE POR EXEMPLO? NÃO ME LEMBRO.

Escrito por wotzik às 22h39
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E então qual é a etica que rege presidentes, senadores, deputados, vereadores, governadores, prefeitos, juizes, e que vem a anos comandando delegados, policiais, chefes da alfandega, da receita, das fronteiras, das quadrilhas, traficantes, chefe de bandos, gerentes de ponto de vendas? a PÓ ETICA.

Escrito por wotzik às 20h19
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06/02/2011


 

TERÇA-FEIRA, 18 DE JANEIRO DE 2011

Estilhaços - Eduardo Wotzik

Rio de Janeiro, Gávea.
Em cartaz no Planetário, Museu do Universo. 

Estilhaçar - despedaçar objeto de vidro ou metal com violência, através de arremesso à distância, ou ao chão. Acreditei, portanto, que a peça teria algo de agressivo, de destruído. De destroços.Como enganam as palavras.Nada disso. Pura ocasião para indagações. O ambiente interestelar convida a refletir como somos ínfimos diante do universo. Sabe que dá uma certa leveza entender-se como uma partícula sem importância? Senti-me de fato bem leve naquele momento, retirado o peso das dúvidas. Sou humana, terráquea, um grão de areia diante do universo, portanto, invisível aos olhos de toda a galáxia! Sentindo-me assim, protegida pelo anonimato, acompanho convidados ilustres a uma sala, onde não imaginei que seria o espetáculo, aguardei por uma palestra sobre meteoros estilhaçados, sei lá. Não. Era lá mesmo que teria lugar um belo, moderno e envolvente espetáculo. Entremeados ao público, salpicados estrategicamente pelos pufes brancos, os atores iniciaram a peça. Orquestrados, levantam, recitam, interpretam, atravessam a sala pelos espaços disponíveis. Sucessivos, ritmados. Vez em quando nos olham nos olhos, e nos tocam, como fazemos em uma conversa informal. Suas vozes ressoam potentes e claríssimas. Não sabemos falar como eles. Não sabemos dizer como dizem, gesticular como fazem. Como é prazeroso assistir o exercício da arte tão de perto! A proximidade aumentou a absorção das palavras, escolhidas a dedo. São palavras coloquiais, mas parecem revelações. Arrancam risos, concordâncias, exclamações. O talento do escritor imprimiu especialidade a situações rotineiras. Ele fala daquelas coisas, sabe, aquelas coisas, em que pensamos durante o dia, e não falamos, porque não são lá muito nobres, ou porque são nobres demais e fugiremos ao tom de despojamento que cai tão bem atualmente. Da palavra estilhaço fica o significado de pedacinhos, mas muito bem destacados de um livro bom. Pedacinhos a colar nas agendas, e armários, como pensamentos para o dia que vem. E pensamentos engraçados, fáceis de serem seguidos, sem o tom grave que dificulta a ação. (ninguém gosta do que é grave). Os estilhaços da vida, assim dispostos, formaram um mosaico, harmonioso,luminoso, um enfeite de cores variadas. Nada como a inteligência de um texto para colorir a rotina. Gostei. Saí melhor do que entrei, mais à vontade comigo e com meus pequenos pensamentos.

Bettina Bruno

 

Escrito por wotzik às 12h37
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04/02/2011


Porque os casais não se vem o casamento dura mais? Ou os casamentos duram mais porque os casais não se vem?

Escrito por wotzik às 12h41
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31/01/2011


TUDO JUNTO MISTURADO AO MESMO TEMPO AGORA.


Escrito por wotzik às 00h33
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ME MANDARAM A LISTA DE VITIMAS DO HOLOCAUSTO. POR CAUSA DE UM ESPETÁCULO QUE MONTAVA. TIVE QUE COLOCAR PARA IMPRIMIR. SAI DE CASA. ACABEI DE VOLTAR. É NOITE. ESTOU INDO DORMIR E PORRA CONTINUO OUVINDO O BARULHINHO DA IMPRESSORA.

Escrito por wotzik às 00h33
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27/01/2011


 

UMA RECICLAGEM TEATRAL

 

Em montagem despojada, o diretor Eduardo Wotzik discute a linguagem e o futuro do palco

 

‘Estilhaços’ Museu do Universo

 

 Tânia Brandão

 

Prisioneiro da fala, o ser humano lança palavras ao vento para viver, mesmo que não tenha claro o sentido que elas encerram. Ele vive de jogar conversa fora, despejar o verbo no lixo. “Estilhaços”, de Eduardo Wotzik, brinca com esta falha humana para fazer teatro do tempo presente. A partir de um texto em migalhas, ingênuo como qualquer conversa banal cotidiana, um mosaico com citações diversas, desabafos, papos de esquina, lendas da internet, confidências, a montagem brinca também com a possibilidade formal de fazer teatro hoje.

   

Em lugar da velha ação dramática, que os franceses, invocando a seu jeito Aristóteles, quiseram impor como a forma absoluta e inalterável da arte do teatro, a encenação explora os caminhos da narração, do rapsódico e da performance; ao misturar atores e público, envereda por uma singela pergunta sobre a forma da encenação. Reconhece, portanto, que cada época produz o teatro de que necessita, para explorar as condições da sociedade contemporânea. No caso, está sob o foco a pergunta sobre a existência de uma nova forma afetiva da Humanidade, a hipótese de que esteja nascendo uma consciência de irmandade diferente, propensa a deixar fluir livres os sentimentos individuais e a driblar as formas hieráticas de contato interpessoal, ditadas pelos poderes convencionais estabelecidos.

  

A cena, em uma sala do Museu do Universo, é inspiradora: conjuga direção (Wotzik), cenografia (José Dias) e iluminação (Paulo Cesar Medeiros) em uma bela instalação. O dispositivo é simples — um espaço branco, povoado por cubos brancos iluminados, usados como assentos, um tanto desconfortáveis, mas hábeis, pois fazem com que o público se instale na luz em estado de visão total, sem frente ou costas. De certa forma, é a inscrição de formas circulares em uma estrutura quadrangular. Uma passarela branca envolve a sala como se fosse uma moldura, delimitada, por sua vez, por um facho de luz azul.

 

A ação começa com a projeção de uma conversa sentimental juvenil, que teria sido teclada em um computador, quase um texto criptografado para os mais velhos. A partir deste mote e de uma pergunta repetida ao longo do espetáculo sobre as possibilidades de realização futura da juventude de hoje, os atores, vestidos com roupas casuais (Tatiana Brescia) de tom escuro como se fossem pontos de interferência na luz, se revezam na apresentação dos tais fragmentos do mosaico de palavras.

 

 A interpretação acontece sob um redemoinho de tons: do realismo despojado ao naturalismo sentimental. Ricardo Kosovski, arrebatado e arrebatador, é o grande arauto da noite; Clarisse Derzié Luz, maliciosa e humorada, se contrapõe à linha de emoção; Marcos França, materialista e compenetrado, sugere uma cor realista que se radicaliza na linha telúrica de Analu Prestes.

 

Trata-se de uma montagem despojada, bem-humorada, atraente para quem se interessa em discutir a linguagem teatral e o futuro do palco sem grandes perguntas a respeito da origem de tudo. Há sem dúvida alguma pieguice e um risco de insinuar formas corriqueiras de autoajuda, mas o ato de buscar a percepção do teatro e do homem de nosso tempo vale a noite — recicla o verbo, o palco, a classe teatral e o público.

 

Escrito por wotzik às 11h35
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26/01/2011


PAREDES É QUE NÃO FALTAM.

Escrito por wotzik às 19h30
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O sujeito estava morrendo de cama no hospital, a enfermeira no quarto, a tv ligada no futebol. Estava entre a vida e a morte no ultimo suspiro. A enfermeira se debruçou para checar o soro, deixou ver a borda do sutiã azul clarinho, ele aproveitou para dar uma olhadinha e teve que adiar a ida. Logo depois, já estava indo de novo quando seu time fez gol. Então novamente se distraiu, e teve que esperar o replay. E depois morreu mesmo.

Escrito por wotzik às 19h22
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ENTRE UM NADA E UM COISA NENHUMA ESCREVO.

Escrito por wotzik às 19h10
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24/01/2011


Escrito por wotzik às 00h21
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16/01/2011


Não basta acreditar. Tem que acreditar muito no que voce acredita.

Escrito por wotzik às 09h18
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15/01/2011


O PODER DA PALAVRA ESTÁ NA SUA CAPACIDADE IMPERCEPTÍVELMENTE DÚBIA.

Escrito por wotzik às 10h20
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QUEM NASCE PARA ESTRELA LOGO LOGO ALCANÇA O CÉU.

 

Escrito por wotzik às 10h13
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12/01/2011


 

Assim anda o mundo: Quando aparece uma coisa horrível que faz sucesso, logo a seguir surgem outras quinze piores ainda, que transformam a primeira em uma coisa ótima.

 

Escrito por wotzik às 08h01
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11/01/2011


domingo, 9 de janeiro de 2011

ANALU EM ESTILHAÇOS WOTZIKIANOS




ANALU PRESTES está em cena ! O fato já recomenda um espetáculo teatral, mas se ele for assinado por EDUARDO WOTZIK , aí o caldo engrossa.
“E s t i l h a ç o s”, escrito e dirigido por WOTZIK, tem Clarisse Derziê, Ricardo Kosovski e Marcos França no elenco, além de ANALU. A peça acaba de estrear espaço novo no Museu do Universo do Planetário da Gávea, Rio.
Temporada até março, sempre de quinta a domingo.

Paulista de nascimento e carioca por adoção, ANALU PRESTES é artista multifacetada: atriz, cenógrafa, figurinista e artista plástica, está sempre fazendo bonito em todas essas atividades, desde que começou carreira nos anos 70 ao lado do genial Luiz Antonio Martinez Correia. Cruzamos nossos bigodes na histórica montagem de “Casamento do pequeno burguês” do jovem Brecht, onde ela estrelava o espetáculo do Grupo Pão & Circo, e eu fazia a divulgação. Ficamos amigos e curtimos momentos mágicos da juventude ao lado de colegas inesquecíveis, como Saraka Barreto, Cidinha Milan, Aurélio de Michiles (ou Aurélio Araruama), Marieta Severo, Maria Silvia, Telma Reston, Wilson Grey, Denise Bandeira e o Luiz Antonio, entre outros.

A peça foi um soco na barriga da plateia, tal a anarquia e a alegria escancarada. Depois de terem viajado pela França e arredores com sucesso, estrearam temporada no Teatro Opinião e no Teatro Ipanema, lotando direto.


Casada com Buza Ferraz, o casal montou repertório instigante que conquistou a platéia jovem da cidade, ajudando a criar um novo point da cena carioca: o charmoso Teatro Candido Mendes. Mas a artista plástica corria paralelo, e ela pintava, fazia colagens e criava bonecas em exposições e bazares badalados.


No cinema protagonizou, ao lado de Lima Duarte, um dos melhores episódios do clássico de Joaquim Pedro de Andrade, inspirado em Dalton Trevisan: “Guerra Conjugal” de 1975. No ano seguinte fez sua primeira novela na telinha: “O casarão”, na Globo.


Com o amigo Luiz Rozemberg Filho, rodou “Assuntina das Américas”, ícone do cinema underground. Assim, ela esteve à frente de espetáculos, filmes e eventos sintonizados no caldeirão cultural daquele tempo de transformações, sempre antenada e transbordante e com aquele sorriso iluminado de sempre.

Mas... ANALU PRESTES aqui e agora é atriz do novo espetáculo do diretor EDUARDO WOTZIK, uma das mais talentosas cabeças do teatro moderno.
Com histórico respeitado de autores como Martins Pena, Machado de Assis, Lima Barreto, Nelson Rodrigues, Clarice Lispector, Tolstoi, Eurípedes, Albee e Millor Fernandes, WOTZIK marcou a cena brasileira com diversas montagens, a começar por “Geração Trianon”, “Bonitinha, mas ordinária”, “Um equilíbrio delicado” e recentemente uma leitura impactante de “O interrogatório”.

“E s t i l h a ç o s” apresenta através de 45 divertidas crônicas contemporâneas, depoimentos e observações sobre o cotidiano, que são interpretadas e narradas pelo quarteto de atores. Com o formato de instalação,o espetáculo mistura elenco e platéia, promovendo discussões éticas, morais e políticas e instigando o pensamento da moçada.

Tiradas como

hei de vencer mesmo sendo honesto

o universo não gira, clica

eu faço teatro para não ver o jornal nacional

tudo bem no estilo wotzikiano, que ele explora com o talento vivo da palavra em seu ótimo blog. Vale a pena antes de ver “E s t i l h a ç o s”, ler os estilhaços que ele provoca em crônicas, vinhetas e comentários muuuito interessantes.
É só clicar no Blog do Wotzik , UOL Blog.

No mais, vamos estilhaçar geral !

Escrito por wotzik às 11h20
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Teatro/CRÍTICA

                                "Estilhaços"

.............................................................
Imprescindíveis contatos no Universo


Lionel Fischer


No início, segundo dizem, era o Verbo. E aqui também. Projetado sobre duas telas brancas, lemos o diálogo entre um casal de jovens, que finalmente se separa. Tudo se dá via internet. E como tudo que se dá via internet, orkut, msn, facebooks etc., as palavras são quase sempre abreviadas e quando não o são, constatamos inacreditáveis agressões ao idioma - tão inacreditáveis que torna-se impossível conter o riso. Mas qual teria sido a razão que levou o autor/diretor Eduardo Wotzik a inserir essa curiosa conversa, já que tudo o que se segue se apóia em palavras? Palavras, diga-se de passagem, ausentes de bizarras mutilações e plenas de conteúdo? Bem, talvez consiga encontrar uma resposta satisfatória no decorrer desta crítica.

Inaugurando um novo espaço cênico, o Espaço I do Museu do Universo, no Planetário da Gávea, "Estilhaços" reúne 45 crônicas sobre vários aspectos do mundo de hoje, levantando questões éticas, morais e políticas. Mas se o olhar do autor prioriza o humor crítico sobre os temas que aborda, em contrapartida, em algumas passagens - e de forma imprevista - o riso se estanca, a respiração fica como que suspensa e o coração começa a bater mais acelerado. Essa alternância de climas é um dos grandes trunfos da presente montagem, que tem elenco formado por Analu Prestes, Clarisse Derzié, Ricardo Kosovski e Marcos França.

Disse acima que tentaria encontrar uma explicação para o diálogo projetado na tela. É possível que Eduardo Wotzik tenha pretendido enfatizar a importância das palavras, sua inesgotável capacidade de nos gerar possíveis transformações através do que expressam. Estaria, portanto, estabelecendo um contraponto entre o mundo contemporãneo, que cada vez mais prioriza a redução, a preguiça e a descrença no poder das palavras, e um outro, o que se materializa na cena, e que defende justamente o inverso. E certamente por enfatizar a importância das palavras é que Wotzik criou uma encenação em que o enfático é a tônica.

Sábia solução, sem dúvida, pois do contrário as 45 crônicas apresentadas, ainda que excelentes, não produziriam no espectador o impacto que causam - ele certamente haveria de optar pela leitura das mesmas. Ou então tudo se resumiria a uma espécie de sarau num bar, regado a petiscos. Mas não: ao se apropriarem inteiramente das palavras, a ponto de julgarmos que são de sua autoria, e além disso proferí-las sempre com indispensável vigor, os atores conseguem encontrar (com a participação da direção, evidentemente) o único "lugar" possível para compartilhar suas dúvidas e eventuais certezas com a platéia.

E por estarem sempre misturados ao público, "emergindo" subitamente de diversificados locais, tive a sensação - e como eu, provavelmente muitos também a tiveram - de que aquelas palavras também eram minhas, já que estavam intimamente ligadas à minha vida. Assim, é como se tivesse me tornado autor de um texto que não escrevi, mas que já existia dentro mim em estado embrionário, à espera apenas de um canal que o libertasse. Para mim, em sua essência, "Estilhaços" é isso: a possibilidade que me é oferecida de entrar em profundo contato comigo mesmo e, portanto, com o mundo ao qual pertenço.

No tocante ao elenco, estamos diante de excelentes profissionais, com vastíssima experiência e maravilhosas contribuições a esta milenar e imprescindível arte, através da qual o homem discute suas questões essenciais. Mas aqui não há, no sentido estreito do termo, personagens a representar. Então, como explicar a contundência cênica do quarteto de intérpretes? Acho que pelo mesmo fenômeno que se deu comigo: porque todos também conseguiram se tornar "autores" de um texto que não escreveram. Assim, só me resta manifestar minha irrestrita admiração por Analu Prestes, Clarisse Derzié, Ricardo Kosovski e Marcos França, e desejar que os sempre caprichosos deuses do teatro abençoem esta montagem imprescindível.

Na equipe técnica, José Dias assina uma cenografia deslumbrante, em total sintonia com as propostas da direção, criando um espaço que, propositadamente, não identifica um lugar teatral - os espectadores se sentam em cubos de fiberglass, tendo a rodeá-los passarelas brancas. A mesma eficiência se faz presente na iluminação de Paulo César Medeiros, estruturada a partir de quatro calhas de lâmpadas fluorescentes. Perfeitamente irmanadas, cenografia e iluminação contribuem de forma decisiva para a criação de um espaço propositamente indefinido, mas certamente impregnado de magia.

ESTILHAÇOS - Texto e direção de Eduardo Wotzik. Com Analu Prestes, Clarisse derzié, Ricardo Kosovski e Marcos França. Espaço I do Museu do Universo, no Planetário da Gávea. Quinta a sábado, 21h. Domingo, 20h.               

Escrito por wotzik às 00h42
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03/01/2011


Escrito por wotzik às 12h16
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31/12/2010


Um 2011 muito en graça do para todos nós!

Escrito por wotzik às 13h31
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28/12/2010


Por que não posso fazer merda? Porque não tenho talento para isso. Porque toda vez que faço merda, dá mais merda ainda.

Escrito por wotzik às 10h21
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26/12/2010


SER VELHO É NÃO TER HORA PRA DORMIR.

Escrito por wotzik às 20h30
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22/12/2010


FELIZ NATAL

 

Tava na loja de bicicleta. Bicicleta-Natal. A cabeça rodando. Entra um cara vestido de gari com um papelzinho na mão, e pede uma contribuição para o natal dos Garis. A moça que me atende, nega o pedido, diz que já tinham passado por lá de manhã, e que, portanto não fazia nenhum sentido dar de novo. O cara se vira, puto, vai saindo de mau humor, resmungando, e atravessando a porta manda essa: "depois reclama que a gente não recolhe o lixo da loja." O mundo está mesmo estressado, pensei, me preparando para sair, e dar a historia por encerrada., quando a moça da loja me presenteou com essa deliciosa e surpreendente informação: "mas esse cara nem gari é. Arruma a roupa e fica passando de loja em loja arrecadando dinheiro. " Meu Deus, mais um gênio brasileiro. Me despedi e fui embora atordoado, tipo James Stewart em véspera de Natal, e dois passos a frente, já infectado pelo vírus do absurdo, brequei: "meu Deus,  quem sabe se o filho da puta não era o que passou de manhã e levou  a grana? E esse, que saiu puto, não era o gari de verdade? " Estava atropelado pela originalidade da conduta. E uma esquina mais tarde desviando de tudo e de todos refleti: "vai ver que é por isso que um é malandro e o outro é gari?" Meu pneu furou. E eu fiquei ali, no meio da rua, a bicicleta de cabeça para baixo e as rodas girando no ar.

Escrito por wotzik às 12h30
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21/12/2010


Absurdo. O povo votou no Tiririca e quem tomou posse foi um tal de Francisco Everardo. Quem tinha que estar lá representando o povo brasileiro é o Tiririca vestido de Tiririca com peruca de Tiririca. O Tiririca acha que o povo votou no Francisco. E se apresentou assim. Perdeu o humor. Tá se levando a sério. Traição!

Escrito por wotzik às 16h51
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Injustiça. No Natal. Quem morreu foi o Perú e a Missa é do Galo.

Escrito por wotzik às 16h50
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FELIZ NATAL

O REI E A ÉTICA PERDIDA

 

Há muitos e muitos anos atrás,

era uma vez,

um rei da humanidade.

 

Vivia tão tranqüilo

Que passava tardes inteiras

jogando xadrez, sem rei, com seu bufão.

 

Certo dia, como um tufão, irrompeu em seu salão

uma mulher desesperada que, entre lagrimas, dizia:

“Uma peste, uma tragédia,

uma epidemia se anuncia!

 Majestade, augusto rei:

A voz do povo esta sumindo,

a fala anda fraca, sem valor.

Tudo começou aos poucos e

veio se alastrando pelas casas, pelas ruas.

A humanidade está perdendo a voz.”

 

O rei, sem saber como agir,

Correu a seu oráculo,

que já com a voz enfraquecida, anunciou:

“É preciso recuperar a ética perdida.”

 

Foi então que o bobo da corte partiu urgente

deixando o rei esperando e a humanidade doente.

 

Percorreu cinco continentes,

vasculhou o tempo, sem nada encontrar.

Procurou nos cantinhos do mundo.

Estava exausto, sentou pra chorar.

 

E sentado, por fim avista,

numa ilha no meio do oceano,

um homem em posição de lótus, em silencio,

há pelo menos dois mil anos.

Resolveu se aproximar e

sentar ao seu lado

e começou a meditar.

Foi quando o homem lentamente,

num único e preciso movimento,

tirou debaixo de si uma caixinha e entregou ao bobo.

 

Em três cambalhotas e dois mortais

o bobo voltou a presença do rei que já quase mudo o recebeu.

 

O rei da humanidade então abriu a caixinha que a ética continha

e tirou  de lá um punhado de pó que segurou firme com uma das mãos.

Percebeu então,

que no fundo do fundo havia uma inscrição:

“Segure com firmeza que ela se esvai quando você se distrai”

 

Felizes e contentes com a volta da fala do rei

todo o reino começou a aplaudi-lo

e um por um , recuperar a voz que havia perdido.

 

Mas, foi então que o rei da humanidade,

que ainda segurava o pó com uma das mãos,

envaidecido pelos aplausos,

num gesto inesperado,

deixou o pó cair no chão

quando começou a se aplaudir também

e fim.

Escrito por wotzik às 09h08
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03/12/2010


E VEM AÍ, "ESTILHAÇOS"TEXTO E DIREÇÃO DE EDUARDO WOTZIK,ONDE QUATRO ATORES TRARÃO A
PUBLICO NO ESPAÇO DE UMA HORA 45 DIVERTIDÍSSIMAS CRONICAS DO NOSSO
TEMPO.UMA PEÇA QUE PROVA QUE PENSAR PODE SER MUITO DIVERTIDO. COM ANALU PRESTES, CLARISSE DERZIE LUZ, MARCOS FRANÇA E RICARDO KOSOVSKI.


 

Escrito por wotzik às 11h03
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21/11/2010


Escrito por wotzik às 23h03
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18/11/2010



Balanço superficial final das eleições 2010 na Republica Federativa do Brasil.

O candidato a presidência da republica e a governador do estado do rio de janeiro, a exemplo de tantos outros, tinham antes de começar a campanha 82% de aprovação do eleitorado. Já estavam eleitos. Com a maquina do governo a seu favor então estavam diante de uma barbada. Finda a campanha um teve 56% o outro 62% mais ou menos. O que significa que perderam com a exposição que tiveram mais de 25% dos votos que já tinham. Isso quer dizer que quanto mais se expunham mais perdiam votos. Quer dizer que gastaram milhões de reais de cofres públicos e privados para perder votos. O que significa que podiam ter gasto esse dinheiro naquilo que disseram que iam fazer, fazendo. O que quer dizer que os marqueteiros, gerentes de campanha, e analistas de plantão, com exceção da candidata marina que saiu do nada para 20%, fizeram um triste, burro, anti-ético e ineficiente trabalho de perder votos milhão a milhão gasto. Por isso, na próxima eleição vou votar no Bonner. Pra que cargo for: Willian Bonner 19 na net, e 4 na sky.  Apresenta o jornal nacional, conhece convive e discute diariamente todos os problemas desse Brasil continental, já parte de 35% de audiência, tem presença, carisma, trabalha sentado, é o filho que toda sogra queria ter, é bonito, ta soltinho, andou por esse país adentro e já tem uma primeira dama que já é a primeira dama do futebol. Além disso, tem coligação não com um ou dois ou três partidos, mas com uma rede inteira. E para evitar o sono que me deu nesses debates infindáveis e inúteis como uma corrida de formula um, proponho que a partir da próxima eleição, ele seja narrado. Então, estão convocados, desde já, galvão bueno e didi mocó para mediar. Enquanto isso, proponho um teste do inmetro no policial brasileiro. O que isso tem haver? E um quis para o tipo brasileiro ou brasileira: você entra no quarto e encontra numa cama a gisele bundchen e na outra a mulher moranguinho. Quem você comia? E para terminar devo dizer que graças a deus, essa fase da cultura nacional onde todo nerd é engraçado está acabando. Nem todo nerd é engraçado. Nem todo nerd pode fazer stand up comedy. Nem todo nerd pode ter programa de televisão. Nerd é nerd, artista é artista, e estamos combinados. Dilma eleita vamos sentir saudades do Bussunda.

 

Escrito por wotzik às 13h42
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25/10/2010


Proponho um teste do inmetro no policial brasileiro.

Escrito por wotzik às 12h19
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19/10/2010


Graças a Deus, essa fase da cultura nacional onde todo nerd é engraçado está acabando. A partir de hoje fica decretado que nem todo nerd é engraçado. Nem todo nerd pode fazer stand up comedy. Nem todo nerd pode ter programa de televisão. Nerd é nerd, artista é artista, estamos combinados.

Escrito por wotzik às 15h17
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18/10/2010


 

Pacifistas e democratas de plantão atentais para não perder amigos, para não perder as estribeiras, para não sair no braço, para não entrar nessa onda perigosa que vem por aí até o final da eleição. É que é de lei que toda disputa entre lados igualmente ignorantes e medíocres acabam gerando muita tensão, muita teimosia burra, e principalmente muita violência gratuita. Quem joga futebol sabe que a melhor e mais eficiente forma de se machucar é entrar num jogo entre perebas.

Escrito por wotzik às 16h43
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Oração do eleitor brasileiro. Recomenda se dizer três vezes ao acordar até dia 31.

Ai de mim! Pobre de mim!

Que se escute um penitente. Que se ilumine minha mente.

Que se acalme meu ser atormentado.

Que se afaste de mim os Tiriricas, e essa imensa vontade de votar nulo.

Que se me abram os caminhos.

Que não consigo votar na Dilma, não posso votar no Serra.

Escrito por wotzik às 11h01
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10/10/2010


depois de oito anos no poder vai ser muito bom ver o PT e o Lula de volta a oposição. isso é política. isso é democracia. isso é alternância no poder. isso será lindo de viver. ah, e depois eles voltam. cheios de novas idéias. eu gosto. assim o mundo anda. e desde já voto neles para 2014. logo após ganharmos a copa do mundo.

 

é sempre bom lembrar que toda regra tem exceções, claro, e toda unanimidade é burra, e toda certeza serve ao momento, de maneira que se tivéssemos um puta governo, mais uma excepcional candidata, num baita partido, eu discordaria de mim. mas isso que aí está, DILMILIVRE.

 

eu acho que já estava mais do que na hora de termos uma mulher para presidente: não essa.

 

O lula estava numa reunião e disse: com a popularidade que eu estou tendo eu elejo qualquer um, querem ver, até a dilma, querem apostar.

Escrito por wotzik às 20h15
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02/10/2010


em 2010

Só nos resta votar chorando.

Escrito por wotzik às 11h14
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27/09/2010


NÃO EXISTE DEMOCRACIA SEM ALTERNANCIA NO PODER.

Escrito por wotzik às 09h35
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25/09/2010


Dilmilivre!

Escrito por wotzik às 15h20
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22/09/2010


em 2010

Sonhei que tinhamos voltado a idade da pedra, Fred tinha barba, perdido um dedo trabalhando na pedreira de Bedrock, e quando chegava em casa gritava: “Ô, Dilma!!!!”

Escrito por wotzik às 14h17
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15/09/2010


É UM TROCADILHO DO CARILHO.

 

A DILMA TEM MARIDO? ENTÃO QUEM VAI SER A PRIMEIRA DAMA? E COMO É QUE SE CHAMA O PRIMEIRO DAMO? PRIMEIRO CAVALHEIRO? MARIDO? NÃO SE CHAMA? ENTÃO? TEM MARIDO A DILMA? FICOU TODO MUNDO PREOCUPADO COM O VICE, MAS NINGUEM SE PERGUNTOU PELO MARIDO. PRESIDENTE SEM PRIMEIRO NÃO SEI O QUE NÃO EXISTE. FICA SEM GRAÇA, SEM GLAMOUR, COMO É QUE VAMOS EXPLICAR ISSO LÁ FORA. MAIS IMPORTANTE QUE O VICE É SEMPRE FOI E SERÁ A PRIMEIRA DAMA. EU NÃO SEI DIREITO O QUE ELA FAZ, NEM PRA QUE SERVE, MAS EU TAMBEM NÃO SEI O QUE FAZ O PRESIDENTE ALEM DE VIAJAR, NEM O VICE ALEM DE SE INTERNAR, NEM O SENADOR, DEPUTADO FEDERAL, ESTADUAL, VEREADOR ALEM DE ROUBAR, E MESMO ASSIM ELES TEM CONTRACHEQUE E SALARIOS EM DIA, E SÃO IMPORTANTÍSSIMOS E ESSENCIAIS A NAÇÃO. DIZEM. E ENTÃO? QUEM PREENCHERÁ O CARGO? QUEM? PRECISAMOS VER ISSO. ALIÁS, DEIXA EU DAR UMA IDÉIA PARA ESSE GOVERNO QUE VEM: POR QUE NÃO APROVEITAR A LARGA EXPERIENCIA DO NOSSO QUASE EX VICE PRESIDENTE E O CONVOCAR PARA A PASTA DA SAÚDE. ISSO SE ELE AINDA ESTIVER POR AQUI. NINGUÉM ALÉM DELE, E DE DONA MARIA, GORDA E POBRE, SETENTA E CINCO ANOS APARENTANDO NOVENTA, 12 FILHOS, MORADORA DA FAVELA DE LIMAÕZINHO NO INTERIOR DO CEARÁ, QUE SOFRE DE GOTA E PRESSÃO ALTA, RECORDISTAS DE INTERNAÇÕES EM HOSPITAIS E POSTOS DE DOENÇA, CONHECE MAIS A FUNDO O SISTEMA DE SAUDE BRASILEIRO. ENFIM. DEVEMOS COMEÇAR UMA CAMPANHA? DE CANDIDATO A MARIDO? PARA DILMA? QUEM QUER SER O MARIDO DA DILMA? QUEM QUER SE CANDIDATAR AO CARGO DE PRIMEIRO NÃO SEI O QUE? MAS NÃO PODE SER FANTOCHE. NEM MASSA DE MANOBRA. VAI TER QUE COMER. TRES VEZES POR SEMANA. E BEIJAR NA BOCA. PODERIAMOS COMEÇAR IMEDIATAMENTE UM REALITY SHOW PARA QUE O POVO ESCOLHESSE. MAS O GANHADOR VAI TER QUE SER MACHO (OU FEMEA QUE SEJA) CAPAZ DE COMER DE UM TUDO. SEM VOMITAR. MAS ISSO VAI SER FACIL QUE O BRASILEIRO É CAPAZ DE ENGOLIR TANTA COISA QUE ENTRE SAPOS E A DILMA... NA VERDADE O POVO BRASILEIRO É MAIS SÁBIO DO QUE SE IMAGINA E DIANTE DO DESFILE DE CANDIDATOS QUE ELEVAM A DEMOCRACIA AO QUE ELA PODE TER DE MAIS RIDÍCULA, ESTÁ E VAI DAR UM SHOW NESSAS ELEIÇÕES QUE VEM. ATÉ INVENTOU UM NOVO PENSAMENTO, UMA NOVA IDEOLOGIA, UMA FORMA NOVA DE PENSAR O VOTO, UM NOVO SISTEMA ECONOMICO, UM MELHOR SUBSTITUTO PARA O CAPITALISMO, O SOCIALISMO, O COMUNISMO, ENFIM, COM VOCES: O ESCULHAMBACIONISMO. E É ASSIM QUE AS DILMAS, TIRIRICAS E O CANDIDATO A DEPUTADO ESTADUAL QUE TEM COMO BANDEIRA DE SUA CAMPANHA A CRIAÇÃO DO ESTADO DA PALESTINA SERÃO ELEITOS. OU SERÁ QUE DONA MARISA VAI CONTINUAR NO CARGO? E AÍ ATENÇÃO SAPATAS E GLS DE PLANTÃO QUE VAI SER LINDO E INÉDITO: NÃO SÓ TEREMOS A PRIMEIRA PRESIDENTA DO BRASIL - OLHA QUE BELEZA – COMO TEREMOS A PRIMEIRA PRIMEIRA DAMA DE UMA PRESIDENTA DO BRASIL. E É ASSIM QUE FINALMENTE CHEGAREMOS A TÃO DESEJADA UNIÃO ESTAVEL. É O QUE EU SEMPRE DIGO: O EXEMPLO TEM QUE VIR DE CIMA. DONA MARISA E DILMA JUNTAS PARA SEMPRE ATÉ A PRÓXIMA ELEIÇÃO. UMA VELHA DRAMATURGIA. BATIDA. MAIS MANJADA IMPOSSÍVEL. DA MULHER DO PRESIDENTE QUE ACABA FICANDO COM A SUA SECRETARIA. ENFIM. VOLTANDO A VACA FRIA. A DILMA TEM MARIDO? TEM OU NÃO TEM? ENTÃO QUEM VAI FAZER A REREREREREREREREREREFORMA DO PALACIO DO PLANALTO? QUE ACABOU DE SER REALIZADA, FICOU UMA MERDA, E JÁ ESTA PRECISANDO FAZER DE NOVO, RECLAMOU O ATUAL PRESIDENTE QUE NÃO GOSTOU DO RESULTADO, E POR ISSO ERA ATÉ BOM A MARISA CONTINUAR NO CARGO QUE ASSIM SERÁ OBRIGADA A CONSERTAR A MERDA QUE ELA MESMA FEZ. ENTÃO FICA MARISA. VAMOS IMEDIATAMENTE COMEÇAR UMA CAMPANHA: FICA MARISA. E COM O APOIO DO GOVERNO, PRONTO ELA FICOU. AGORA COMO FICARIA O PRESIDENTE SE QUISESSE VOLTAR NA PROXIMA ELEIÇÃO? TÃO ENTENDENDO O PORQUE DA APROXIMAÇÃO COM O PRESIDENTE DO IRÃ E SUA CULTURA. O PRESIDENTE NÃO DÁ PONTO SEM NÓ. ESTÁ MUITO INTERESSADO NESSE NEGOCIO DE TER MAIS DE UMA ESPOSA, OU MELHOR, NO CASO, DE UMA PRIMEIRA DAMA PODER TER MAIS DE UM MARIDO, OU MELHOR, NO CASO, DE UMA PRIMEIRA DAMA TER UM MARIDO E UMA ESPOSA QUE ISSO SIM É ALCORÃO BRASILEIRO, COM JEITINHO CARIOCA, E UM PÉ NA AFRICA BAIANA. E É ASSIM QUE FICA INSTITUIDO A PARTIR DO PRÓXIMO MANDATO O DECRETO LEI QUE PERMITE A BIGAMIA DESDE QUE SEJA COM SEXOS DIFERENTES. MEU DEUS! COMO O MUNDO AVANÇA E A HUMANIDADE EVOLUI. COMO A MISÉRIA E A DEMOCRACIA PODEM SER GRANDES ALIADOS DO PODER. E TUDO ISSO COM O NOSSO RICO DINHEIRINHO DE IMPOSTOS, MAS ISSO É O DE MENOS NESSA RICA HISTORIA DO BRASIL.

Escrito por wotzik às 19h07
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14/09/2010


EM 2010

O Brasil vota em Dilma, Tiririca, e no candidato a deputado estadual que tem como bandeira de campanha a criação do estado da Palestina, por puro esculhambacionismo.

Escrito por wotzik às 12h49
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Quem se define, se suicida.

Escrito por wotzik às 02h14
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08/09/2010


a democracia também pode ser ridícula.

Escrito por wotzik às 01h32
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EM 2010

ninguém tem candidato porque não tem candidato.

Escrito por wotzik às 00h21
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